A História do Radium FC

Da Fundação ao Profissionalismo

Em 1915 surge em Mococa dois clubes de futebol: O Operário Futebol Clube e o Mocoquense Futebol Clube. A falta de um grande Estádio prejudicava o crescimento desses dois clubes. Surgiu então a idéia de unir essas duas equipes e formar apenas um clube. No dia 1º de maio de 1919 foi realizada no Teatro municipal uma reunião com o objetivo de fundar em Mococa uma equipe de ampla representatividade no futebol brasileiro. Estavam presentes nomes como os de Jayme Rehder, João Bruno Biazin, Ricardo Mônaco, Antonio Azaloni, Gabriel Ribeiro da Silva, Waldomiro Lopes, Pascoal Luiz Gagliardi, Antonio Amadi, Franscisco Pedro, entre outros. 

O apoio da torcida era muito grande, e seu entusiasmo animava os dirigentes. O único problema registrado foi na hora de escolher o nome da nova agremiação esportiva. Foram apontados nomes como Palestra, São Paulo, Paulistano, Corinthians, São Bento, entre outros, porém, nenhum conseguiu a aprovação da maioria, o que quase acabou com o sonho dos mocoquenses. Muitos dos presentes já deixavam o teatro, quando um dos esportistas, apresentou a sugestão salvadora: Pedro Daniel sugeriu o nome Radium, em homenagem à cientista Madame Curie, que havia descoberto um novo elemento químico que batizara de Radium. Os que estavam saindo voltaram, foi aceito o nome de Radium Futebol Clube, houve uma grande comemoração. 

No mesmo instante foi escolhida a Primeira Diretoria do novo clube: Presidente: Pascoal Luiz Gagliardi; Vice-Presidente: Gabriel Ribeiro da Silva; Secretário: Waldomiro Lopes; o qual era chefe da estação Mogiana, em Mococa, e que acabou se mudando para São Sebastião do Paraíso, deixando o cargo com Jayme Rehder. 

O sucesso da reunião tinha sido alcançado, Mococa tinha um novo clube de futebol. O primeiro jogo treino do Radium, foi realizado no dia 21 de Setembro de 1919, com um empate em 0x0 contra a Associação de Guaranésia.

Amadorismo nas décadas de 20, 30 e 40.

Desde seu nascimento o Radium disputava apenas campeonatos amadores, nos quais apresentava um belo futebol e faturava alguns títulos. Abaixo confira a formação do Radium num jogo em que o Verdão venceu a Ponte Preta de Campinas por 1x0 no dia 25 de maio de 1928 no Estádio da Vila Mariana (Caixa D'água). O gol foi marcado por Feitiço."

Da esquerda para a direita: O diretor-técnico Luiz Amato, Feitiço, Giordano, Embuava, Ladislau, Carlito, Albano, Waldevino, Cassio, Vitinho, Garôa, Paladini, Vecchio, o presidente Horácio de Toledo e o diretor de futebol Panico.

Abaixo veja uma das formações do Radium na década de 30, mais precisamente 1933.

Em pé, da esquerda para a direita: Guilherme, Lica, Pinheirinho, Coquinho e Vitinho Agachados: Carlito, De Moura, Filu, Bauva, Garoti e Paladini mais a frente.

Equipe Vice-Campeã Amadora do Estado em 1947

Em pé: Jayme, Teca, Brejinho, Orlando, Carreiro Agachados: Sidney, Jorge, Emilio, Borracha, Peres e Baía.

Campeão do Setor II no Amador do Estado organizado pela FPF em 1948

Em pé: Felipe, Armando, Aguinaldo, Brazão, Jorge e Sidney Agachados: Teca, Bagunça, Pereira, Brejinho e Carreiro.

Em busca do profissionalismo no final dos anos 40

Durante 30 anos o Radium se dedicou a disputa apenas de campeonatos amadores, ganhando diversos títulos, sendo assim a torcida começou a cobrar o profissionalismo da diretoria. Em 1949 com a criação da Lei de Acesso, o Radium disputou a Segunda divisão Profissional do Futebol Paulista. O clube, carinhosamente chamado de "Verdão da Mogiana" estreou no Campeonato Paulista de 1949 no dia 22 de maio, perdendo para o Palmeiras Futebol Clube por 1 a 0 na cidade de Franca.

Na foto ao lado temos a formação do Radium neste jogo. Em pé, da esquerda para a direita: Baía, Laércio, Aguinaldo, Sidney, Jorge e Brazão Agachados: Teca, Bagunça, Brejinho, James e Ary.

O elenco de 1949 contava com: Brazão, Sidney, Jorge, Baía, Aguinaldo, Reinaldo, Brejinho, Armando, Bagunça, James e Ary. Além de Ié ( goleiro), Laércio, Jeca e Wilfredo.

A Diretoria era composta por: Presidente, Christovam Lima Guedes; Vice-presidente, Otávio Pereira Lima; Tesoureiro, Antonio Molo Sobrinho; Primeiro-secretário, André Masili; Segundo-secretário, Edgard de Freitas; Segundo-tesoureiro, João Elpidio; Diretores Esportivos, Guilherme Brisighelo e Orosimbo Bernardes.

Assenção e queda na década de 50

Em pé, da esquerda para a direita: Olegário, Aguinaldo, Jorge, Brazão, Stacis e Baía Agachados: Bagunça, James, Alípio, Silas e Ary. O Técnico era Florindo. O Sr. de roupa branca é o massagista da Portuguesa de Desportos.

CAMPEÃO DA SEGUNDA DIVISÃO

No dia dezoito de maio de 1950, com 31 anos, o Radium estreou no campeonato Paulista da segunda divisão. Após uma excelente campanha o Radium sagrou-se campeão de se grupo. A segunda fase da competição foi dividida em dois grupos de cinco times, onde os times se enfrentavam em jogos de ida e volta e os campeões de cada grupo disputavam numa melhor de três, a vaga para a primeira divisão do futebol paulista. O Radium ficou no grupo 1 ao lado de Francana, XV de Jaú, São Bento de Marília e Ferroviária de Botucatu. O Verdão perdeu os dois jogos contra a Francana, mas venceu todos os outros, sendo campeão do grupo 1, e ganhando o direito de disputar a final contra o Botafogo de Ribeirão Preto. 

O Primeiro jogo da final foi em Mococa, onde o Botafogo conseguiu um empate em 1 a 1, Amado marcou para o Radium. No segundo jogo em Ribeirão Preto o Verdão precisava vencer para ser campeão, ou empatar para disputar uma terceira partida. O jogo foi disputado, cheio de bons lances, até que no último minuto de jogo o Radium cometeu um pênalti. A torcida gelou, parecia que o sonho da 1ª divisão terminava alí. Foi então que surgiu um novo herói, o goleiro Brazão conseguiu defender e garantir o empate em 0 a 0. Era delírio total. O terceiro jogo foi marcado para ser disputado em São Paulo. O Resultado não foi diferente mais um empate. Após um empate de 1 x 1 no jogo, e que permaneceu durante toda a prorrogação, foi marcado um quarto jogo decisivo. 

O jogo foi marcado para o dia 11 de maio de 1951. O Radium terminou o primeiro tempo perdendo por 1 x 0, No segundo tempo, Silas empatou e quase no fim do jogo, James marcou o gol que deu ao Radium o título mais importante de sua história até então. O Verdão da Mogiana era o campeão da Segunda Divisão do Futebol Paulista.

CAMPEONATO PAULISTA DE 1951 - O VERDÃO NA1ª DIVISÃO

O Campeonato Paulista de 1951, foi disputado por São Paulo, Palmeiras, Corinthians, Santos, Portuguesa de Desportos, Portuguesa Santista, Ponte Preta, Guarani, Comercial da Capital, Nacional, XV de Novembro de Piracicaba, Juventus, Jabaquara, Ypiranga e Radium. O campeonato era disputado no sistema um contra todos em turno e returno, aquele que obtivesse maior pontuação seria o campeão. 

O Verdão não conseguiu um grande feito sobre nenhum dos quatro grandes da capital, e além do mais teve de vender um mando de jogo ao Corinthians por problemas financeiros. Depois de uma campanha rasoável, o Radium terminou o campeonato na sétima colocação, a melhor entre os times do interior. Na mesma época o Radium começava a construção do Estádio São Sebastião.

TIMES BASE DE 1952/1955 

Radium - 1952 (1ª Divisão): Cajú, Aguinaldo, Jorge, Olegário, Carlito, Baía, Gomes, Stacis, Reis, Bagunça, Alípio, Ávila, Silas, Carrega, James, Nego, Mamão, Ary e Tati. 

Radium - 1954 (2ª Divisão): Brazão, Flávio, Hamilton, Tomaz, Jorge, Nego, Adão, Aguinaldo, Zé Roque, Bagunça, Rui, Carrega, Vicente e Alípio. 

Radium - 1955 (2ª Divisão): Flávio, Brazão, Tomaz, Jorge, Baía, Hamilton, Aguinaldo, Luizão, Vicente, Roque, Osvaldo, Nego e Ditinho. 

De 1956 à 1976 (20 anos), o Radium F.C. ficou afastado do Campeonato Profissional, período em que foi construído o novo Estádio, que levaria o nome de "Estádio Olímpico de São Sebastião".

A volta do Radium em 1977

Inconformados com a queda do Radium, alguns dirigentes decidiram colocar o time novamente em atividade. Sob o comando do Sr. Dito Faustino, Victor Miguel Garofalo e do Dr. João Rotta, surgiu a idéia de trazer o Radium novamente aos gramados. Algumas contratações foram feitas: O técnico Wilson Santos, ex América e com passagem na Seleção, o goleiro Juarez, Vassil e Edson Trombada, ex Flamengo e Bangú. 

De volta a ativa, o Verdão realizou diversos amistosos, entre eles o empate 1x1 contra o Velo Clube de Rio Claro, jogo este que se destacou devido ao enorme público que compareceu ao estádio São Sebastião em Mococa. A nova equipe era formada basicamente por Juarez, Cridão, Baiano, Botão e Hildo, Paulo César e Vassil, Luizinho e Guto, Adeilton, Edson Trombada e Niltinho. 

O Radium voltou na Segunda Divisão do Paulista de 77, devido a ajuda de José Ferreira Pinto, um dos diretores da Federação Paulista que gostava muito da cidade de Mococa. O primeiro jogo do novo Radium foi realizado em Mococa, o adversário era o Amparo Atlético Clube, e o jogo ficou no 0x0. O Radium atuou com: Paschoal, Ademir, Tião Hélio, Wilson e Hildo, Paulo César e Álvaro, Adeilton (Bem e Cridão), Antônio Carlos, Prado e Nilton.

A década 80 e o Investimento nos Juniores

No final da década de 70, o Radium resolveu investir nas categorias de base. O diretor do departamento amador, João Batista Rotta montou uma excelente equipe, que depois de dois anos de preparação começou a apresentar resultados. 

Em 1980, os juniores foram campeões invictos do Grupo Sul, e vice-campeões Estaduais da 2ª divisão. O elenco radiunico era formado por: Carlos, João, Marcelo, Gilberto, José Luis, Paulinho, Tadeu, Dirceu, Darci, Adauto, Pimenta, Aluisio, Arnaldo, Mim, Neto, Belini, Noel, Silvio e Antônio Carlos. O Técnico era o Argemiro que depois foi substituído por Toninho Ferreira. Completava o grupo, o preparador físico Bolinha. 

O goleiro Carlos, os jogadores Alemão, Adauto e Marcelo foram convocados para defender a Seleção Paulista, devido ao excelente desempenho no campeonato. Abaixo a equipe vice campeã:

Em pé da esquerda para a direita: Joãozinho, Gilberto, Paulinho, Marcelo, Alemão e Carlos; Agachados: Darci, Tadeu, Adauto, Dirceu e Pimentel.

Os anos 90 e mais uma pausa

No início dos anos 90, o Radium montou boas equipes e conseguiu revelar ótimos jogadores. Em 1990 subiu para a divisão intermediária, uma espécie de terceira divisão do Campeonato Paulista. Em 1992 só não chegou a final porque foi prejudicado pela arbitragem, mas, em 1993, uma decisão da FPF, por intermédio de seu presidente Eduardo José Farah, rebaixou o Radium Futebol Clube para a última divisão do Paulista, alegando que seu estádio não tinha capacidade para 15 mil pessoas. A diretoria se manifestou de diversas formas, mas a decisão foi mantida.

Dentro de campo o Radium não fez boas campanhas. A falta de títulos prejudicava a manutenção do clube e em 1996, a diretoria decidiu não disputar a competição do ano seguinte. O Radium paralisou suas atividades por duas temporadas.

A volta no final dos anos 90 com a Ponte Preta

No dia 1º de janeiro de 1999, o Radium divulgou uma parceria desportiva com a Ponte Preta de Campinas, para voltar a disputa do futebol Paulista. O contrato tinha duração prevista para dez anos. O objetivo desta parceria era formar jogadores no Radium e levá-los para Campinas. Em troca disso o Verdão contaria com a ajuda financeira e desportiva da “Macaca”. De acordo com o contrato assinado pelos presidentes Djair, do Radium e Sérgio Carnielli da Ponte Preta, o time de Campinas deveria administrar o Radium nas categorias infantil, júnior e profissional, além de assumir todas as dívidas do Radium, e liberar verbas para a reforma e manutenção do Estádio. O objetivo maior da Ponte era formar e promover jogadores dentro do clube mocoquense, e os valores recebidos através de jogadores, formados pelo Radium e negociados, seriam divididos entre as partes, sendo 70% do valor para Campinas e 30% para o Radium.

À esquerda o presidente do Radium, Djair Batista da Silva e à direita o presidente da Ponte Preta, Sérgio Carnielli, assinam o contrato.

Um novo século. Um novo Radium

Feita a parceria com o time campineiro, o Radium voltou a disputa do Campeonato Paulista, evidentemente na série B1-b, a última do Estadual. A torcida deu o maior apoio aos jogadores, comparecendo em massa ao Estádio de São Sebastião. O time começou muito bem no campeonato, mas teve uma recaída no final e não conseguiu subir de divisão.

No ano de 2000, o Radium estava de alma nova, com algumas mudanças, no elenco, e agora sob o comando do ex ponte pretano Mazinho, o Verdão deu show, vencendo diversas partidas e marcando inúmeros gols. 

A força de seu futebol o levou a semifinal do Paulista contra a equipe do Osasco. O primeiro jogo foi realizado na cidade de Osasco SP. Durante todo o jogo o Radium conseguiu superar a pressão dentro e fora de campo, mas acabou tomando um gol aos 45 minutos do 2º tempo. Como tinha melhor campanha, o Verdão veio para Mococa precisando de uma vitória simples para chegar a final. 

O jogo de volta foi realizado no dia 04 de novembro de 2000, no Estádio Olímpico de São Sebastião. Os ingressos foram vendidos a um real, e a torcida lotou o Estádio. Confiantes na vitória do Radium, cerca de 6.000 torcedores compareceram ao Olímpico para dar seu apoio ao time de Mococa.


O JOGO

No 1º Tempo apenas, o Radium teve duas grandes chances de abrir o placar, uma das quais com a bola atingindo o travessão do goleiro Fábio, e a outra em uma cobrança de falta de Waguinho. No 2º Tempo, com a a entrada de Casinha no lugar de César, o ataque do Verdão ganhou mais força, que seria ainda maior se não fosse a contusão de Clóvis, na segunda jogada que participou após entrar no lugar de Willian. Como o técnico Mazinho já havia feito todas as substituições, o jogador permaneceu em campo, mesmo com fortes dores no joelho. O Radium tentava de tudo quanto é jeito mas não conseguia marcar, e quanto mais se aproximava o fim do jogo, mais o time de Osasco se fechava na defesa.

O GOL

Aos 40 minutos, Ivan fez bela jogada pela ponta esquerda, driblou dois adversários e cruzou na cabeça de Diovani, que abriu o Placar para o Radium. A massa Radiúnica se explodiu nas arquibancadas, dando como certa a vitória e a passagem para a série B1-a. Foi quando o árbitro Alfredo dos Santos Loebeling resolveu dar cinco minutos de acrécimo à partida.

O EMPATE

O time de Osasco partiu para cima, e prendeu o Radium na defesa. Para piorar a situação até o goleiro Fábio resolveu partir para o ataque, e aos 46 minutos o jogador Júnior destruiu os sonhos da torcida mocoquense, com um belo chute de fora da área , indefensável para o goleiro Lauro. Parecia aquela final da Copa de 50, Brasil 1X2 Uruguai, parecia um velório, o desapontamento dos torcedores era percebido nos olhares e nas caras de choro. O único barulho vinha dos poucos mais de 50 torcedores do Osasco que vieram para Mococa. Mesmo com a desclassificação batendo a porta, a Torcida não foi embora, e pode ver o último suspiro do verdão, quando num contra ataque a bola sobrou na área do Osasco e ninguem apareceu pra concluir. Mesmo desapontados os torcedores reconheceram o esforço e aplaudiram os atletas do Radium.

O fim da parceria com a Ponte Preta

Após a excelente campanha de 2000, a torcida esperava confiante o inicio do embate de 2001. A classificação do Radium parecia certa, quando surgiu um comentário de que a Ponte Preta estaria interessada em desfazer o contrato de dez anos firmado com o Verdão. Os boatos se confirmaram mais tarde, quando a Ponte Preta rescindiu prematuramente o contrato e levou para Campinas os melhores jogadores do ano anterior. O motivo que levou o time campineiro a tomar essa atitude não é conhecido. A indignação se deu pela maneira como a decisão foi tomada, pois a Ponte abandonou o Radium às vésperas do início do Campeonato Paulista.

Com o fim da parceria, a Ponte levou de Mococa, a maioria de seus atletas, portanto a diretoria teve que promover praticamente todo o seu time juvenil, para a disputa do Paulista da B2, já que estavam a poucos dias do início da competição. Com pouco tempo para treinar, a equipe do Radium iniciou o Paulista de 2001 totalmente desmotivada e despreparada, passando por maus momentos e sendo perseguida de perto pelo fantasma do rebaixamento. 

É justo afirmar que o Verdão jogou pra não cair, pois com a equipe que tinha não dava pra esperar grandes resultados. Antes do início da temporada de 2002, a diretoria do Clube recebeu diversas propostas de parcerias, porém, nada foi acertado. Mais um ano o Radium jogou pra não cair e conseguiu. Terminou o Paulista na 12ª colocação.

Parcerias e promessas

Com a saída da Ponte Preta, o Radium precisava de novas parcerias para montar elencos competitivos e seguir disputando o Paulista. Foram diversas tentativas, que resultaram apenas em insucessos e frustrações. O Verdão chegou a alvancar grandes parcerias, como o Perugia da Itália e a empresa do ex-capitão da seleção brasileira, Cafú.

Atuando sempre com elencos medianos, a equipe lutava contra o rebaixamento, e todas as parcerias não duravam mais que uma temporada.

Na foto ao lado imagem da torcida radiúnica que sempre esteve ao lado do clube, mesmo nos momentos de dificuldade.

Radium 90 anos

Em 2009, ano em que completaria 90 anos de sua fundação, o Radium recebeu talvez, seu último sopro de vida. Uma parceria com uma empresa da capital trouxe fôlego novo ao marketing do clube. Um novo escudo comemorativo, camisetas personalizadas, brindes, homenagens... Foi sem dúvida um ano bastante festivo fora de campo.

Dentro de campo os resultados não vieram e o Radium se despediu na primeira fase da competição, na vice lanterna de seu grupo.

Em 2010, o Verdão novamente caiu na primeira fase. Em 2011 a equipe se ausentou da competição. Voltando em 2012 fechou sua participação na última colocação do seu grupo. O mesmo se repetiu em 2013. Em 2014 o Radium Futebol Clube decidiu encerrar por tempo indetermnado suas atividades profissionais.

Na foto ao lado, uma homenagem aos ex-atletas do Radium Futebol Clube em comemoração dos 90 anos do clube.

2017 e uma nova esperança

Em 2017, foi lançado na cidade de Mococa um projeto com a finalidade de reunir ex-jogadores em partidas amistosas, com o objetivo de homenageá-los e manter viva a imagem do Radium Futebol Clube. 

O projeto tem contado com o incentivo do prefeito recém eleito, Delegado Wanderley Júnior. O apoio da prefeitura municipal seria de fundamental importância para um possível ressurgimento do Verdão da Mogiana. Infelizmente é um sonho distante, pois, a cidade de Mococa também vem passando por momentos de reformulação.

Sonhos a parte, rever estes atletas em campo vestindo novamente as cores do Radium já é motivo de muita comemoração.

Na foto ao lado, o prefeito de Mococa (com a bola), junto aos grandes atletas do passado radiúnico.